dezembro 28, 2005

Início

A princípio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanço , por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da braza
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

(letra e música de Sergio Godinho)

dezembro 05, 2005

O primeiro de muitos

Pois é! Lá vai o meu primeiro amigo dar um passo decisivo para vida adulta. Esta frase dava para uma grande reflexão mas deixo-a para quando tiver tempo, paciência, vontade e/ou todas as anteriores juntas.

O meu colega, amigo e companheiro de alguns momentos mais porreiros da minha vida, Ricardo, vai-se casar. Na próxima semana, mais precisamente no dia 9 o moço vai passar a ser oficialmente comprometido. Ele já o era mas não aos olhos da Lei (seja ela quem fôr - a Lei).

Parabêns Moço... Muitas Felicidades

dezembro 04, 2005

ColdPlay


Eu prometi a mim mesmo uma colagem sobre o concerto dos ColdPlay. Como fui ao concerto e gostei e guardei registos (sim, fui um daqueles tipos de braço esticado com o telemóvel na mão a filmar, fotografar e a gravar as músicas) acho que devo fazer a minha parte e contar um pouco como foi. Vai atrasada mas que se lixe... ninguém lê isto.

Podia fazer um grande filme sobre que músicas foram tocadas mas raramente me lembro do nome das músicas quando as estou a ouvir e nunca me lembro da sequências. Combinei com alguns amigos e alguns (outros ) amigos combinaram comigo encontrarmos-nos debaixo da criatura enferrujada em frente ao C.C.Vasco da Gama. Mas o que eu não sabia é que os meus amigos (os primeiros e os últimos) tinham também combinado encontrarem-se com outras pessoas noutros sítios e alguns deles se iam atrasar. Por isso a noite começou comigo a apanhar seca ao pé do Pavilhão Atlântico à espera. Passado algum tempo chegou o primeiro grupo (que curiosamente, ou não, não tinha combinado nada com ninguém) e comecei a tentar falar com quem faltava (...-forma evasiva de não escrever mais sobre este assunto que já me está a cansar...)

Quando finalmente entramos e começamos e furar para chegarmos mais próximo do palco apercebi-me que o interior do Pav. Atlântico estava cheio de miúdos. Não é de estranhar visto que são quem tem tempo para ficar à espera que as portas abram durante um dia de semana. Só mesmo quem não trabalha.


O concerto começou logo da melhor forma com uma óptima actuação dos Goldfrapp (grupo que não conhecia, a não ser de nome - Nota mental: Averiguar melhor o grupo). As músicas tinham ritmo e conseguiram agarrar o público (Não que seja difícil ficarmos agarrados num concerto (nós, portugueses). Resumindo, gostei do concerto de abertura o que só ajudou a melhorar a imagem fantástica com que fiquei do concerto.

Ao grupo de abertura seguiu-se o grupo mais esperado e principal "Coldplay" (ou "Toca-Frio" numa tradução crua e literal). O som este de excepção para o pavilhão que, não raras vezes, já deixou alguns grupos mal vistos neste aspecto. Os efeitos visuais utilizados foram discretos mas muito bons, um ecrã gigante transmitia em tempo-real (??) imagens do próprio concerto/ montagens de imagens ou símbolos e muita luz para preencher (isto sem recorrer aos lazer's a percorrer o publico como visto na última tornée). O alinhamento de músicas cobriu os três álbuns com tempo ainda (com a ajuda dos dois encores) para algumas "covers". O tempo de concerto não foi muito longo mas foi muito bom.

Como recordação, não comprei as t-shirts da praxe (o preço das oficiais era proibitivo. Pagar mais por uma t-shirt do que paguei pelo bilhete?!) mas em contrapartida tirei fotos, fiz uns videos e gravei uns sons. Talvez se consiga aproveitar alguma coisa.... dificilmente!

À propósito o tipo da foto lá de cima, que mal se percebe, é o Chris Martin (Máquinas fotografias nos telemóveis, talvez um dia me torne fã, hoje só mesmo para o desenrasca. :p) quando atravessou o pavilhão e veio à cabine de som, não me perguntem como mas ele, ou um duplo, foi.


Fiquem bem,