novembro 30, 2005

O ínicio revisitado? revisto? Não! O Inicio

Comecemos por onde acabamos da última vez... Melhor, voltemos onde tudo começou.

O trabalho acabou mais cedo, vi-me, assim, de repente com duas horas sem nada para fazer. Lembrei-me da inspecção militar obrigatória, e como até ficava a caminho passei por lá. Quando sai dei-me conta do que acabara de fazer: O caminho mais rápido obrigava-me a percorrer um trajecto que não percorria há muito tempo, desde o cinema de despedida. Um triste episódio, que mais valia ter sido evitado.

O mal estava feito, e os fantasmas tem de ser enfrentados, senão viram assombrações feias, medonhas, perseguidoras e intimidantes. Pôs-me a caminho... a cada passo que dava, a chuva aumentava (que ambiente condizente), o meu coração batia mais rápido. Comecei a transpirar (como desejei estar doente e ser essa a causa, mas não!). Era ansiedade, esperança, uma esperança mórbida, e ao mesmo tempo um medo, um terror, de que de repente ao virar a esquina a visse e nos tivéssemos de cruzar... mas não, não tive essa sorte (?).

O caminho continuou até às escadas, escadas tantas vezes subidas e descidas por nós evitando os olhares indiscretos dos estranhos, conhecidos e vizinhos. O primeiro degrau, um arrepio frio, Oh febre onde estás tu? As memórias voltavam a cada passo, a cada esquina. A porta de casa dela aproxima-se, as minhas pulsações disparam, pareço um míudo pequeno à espera das prendas, prestes a ser desiludido.

Passou... fica a memória dos seus cabelos presos nos meus dedos, do acordar e sentir o braço dela abraçando-me, do seu olhar enquanto trabalhava, do seu sorriso ao fazer-me rir. Recordações das conversas enquanto esperávamos que o cansaço vencesse, do seu beijo ao acordar, do seu corpo junto ao meu, de a ouvir dizer o meu nome num suspiro de loucura. Saudades dela, de nós. Até de ver o nome dela no meu telemóvel! Ridiculo? Talvez, mas as boas recordações não ocupam espaço.

O passeio continua e passa junto à porta de casa, sou tomado por um impulso. Tocar à campainha, e saber dela, do que tem feito. Onde está? Como está? E também aquela pergunta aterradora. Resisto. O que lá foi, lá foi. Afasto-me a cada passo e espero que a ansiedade me deixe, mas ao chegar à esquina já cabeça está a lembrar-se do primeiro olhar trocado, do primeiro toque casual, do arrepio que provocou, do primeiro dar de mãos, do primeiro beijo.

A chuva miudinha, a humidade faz-me sentir quente, desconfortável. Olho para trás, para a rua dela que não é, a esta distância, mais do que um cruzamento e sinto o coração a acalmar e vejo o final de tudo. Percebo porque não funcionou e não funcionaria. Só me resta esperar, se adiantar, que a paixão desvaneça como dantes.

"Ninguém disse que era fácil, mas ninguém alguma vez afirmou que era assim tão difícil" (Tradução livre do refrão de "The Scientist" dos ColdPlay). É o que me está constantemente na cabeça.

novembro 11, 2005

Direcção: sinónimo de ...

Concordo plenamente como o Dilbert. Um Engenheiro que postulou um principio que se aplica na perfeição à situação que estou a viver no momento.

Cada dia que passa nesta minha, cada vez mais, querida e estimada empresa fico convencido que a Direcção das (a minha em particular) empresas tem um e só um objectivo: Peturbar a vida pessoal dos funcionários o mais possível.

Só assim se explica que todas as actividades de logística inerentes à própria empresa tenham de ser feitas pelos funcionários fora do seu horário de trabalho. Como se isso não bastasse marcam estas actividades para os dias que menos jeito dá aos funcionários, isto é, às sextas-feiras. As sextas-feiras são aqueles dias que para os funcionários, em especial para os que não são de Lisboa (no meu caso, porque no caso da dita empresa ser noutra cidade...), mais jeito dava sair um pouco mais cedo para viajar, de regresso a casa se for o caso, mas :"Azar! Os funcionário não têm direito a vida pessoal nem a vida famíliar).

Sinto a minha alegria no trabalho e o gosto pela minha entidade patronal a subir a olhos vistos, cada segundo que passa........ohh para ela a subir.....

novembro 04, 2005

Farrusca



adopt your own virtual pet!



Eis a minha tigresa de estimação. Chama-se Farrusca.

outubro 28, 2005

Confusões...

Hoje fui confundido com um tipo que aparentemente devia dinheiro a outro. Possivelmente a conversa era treta e aquilo foi uma desculpa para outra coisa qualquer (não consegui perceber bem o quê).

Porque é que nunca me confundiram com alguêm a quem devem dinheiro. Era mais simpático da parte dele!

outubro 27, 2005

ERA UMA VEZ...


Quatro funcionários de uma qualquer empresa, chamados Toda-a-Gente, Alguém ,Qualquer-Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário, que passou a evitar que todos estes problemas acontecam...

outubro 26, 2005

Aos companheiros

À coisa de um ano atrás, consegui terminiar um dos ciclos mais importantes da minha vida. Uma etapa que durou sete anos e alguns meses para completar. Foi uma fase dura, trabalhosa mas também divertida e com os seus momentos hilariantes. Destes últimos anos guardo essencialmente os bons momentos passados com aqueles que se tornaram alguns dos meus melhores amigos.

Os dois primeiros anos, pela adaptação ao estilo de vida que teria que viver nos anos que se seguiram, foram sem dúvida dos mais difíceis pelos quais me lembro de ter passado. A adaptação não correu bem e como tal os resultados não foram os melhores. A melhor parte deste período foi sem dúvida as amizades que fiz, que duram ainda hoje e espero que durem por muitos mais.

A partir daí o meu percurso foi um misto de altos e baixos (como em tudo) e no meio, no ponto de equilíbrio, sempre estiveram os meus companheiros que sempre me apoiaram. E assim o meu curso foi decorrendo, entre paixões e desilusões, entre trabalhos e exames, cada vez faltando menos para o final.

Nos três últimos anos, já perfeitamente adaptado (sem mais desculpas) e motivado encarei o problema: Fazer o que falta o mais rápido possível. Assim foi, nestes três últimos anos não houve cadeira que me desse a volta, não que algumas não se mostrassem complicadas. No meio de tanto empenho consegui, ainda assim, conhecer aquela pessoa (a que escapou). A sua estadia na minha vida, embora de curta duração, marcou-me de tal modo que se ainda hoje se pudesse voltar atrás e reviver alguma coisa de novo escolheria aqueles meses para o fazer.

Finalmente os últimos meses, os mais marcantes e complicados da minha estadia no ensino superior, são sem dúvida para recordar, pelos bons momentos passados e especialmente para que os maus não se repitam. Guardo as minhas opiniões sobre o que se passou (algumas delas já transmitidas outras nem por isso) e delas espero fazer bom uso.

Espero que a fase seguinte seja tão interessante quanto esta foi (difícil, mas não impossível), tão vivida como as anteriores, também que as surpresas sejam melhores e as desilusões (se tiver mesmo que haver) insignificantes quando as compararmos com as passadas. O mais importante é que as amizades que fiz não se percam.

Quanto às boas recordações, resta-me agradecer a todos aqueles que me acompanharam nestes últimos anos pela espantosa companhia e amizade que sempre me proporcionaram. As pessoas de quem falo sabem quem são, por isso faço apenas a enumeração pelo nome próprio: David, Ricardo, Miriam, Luís, António, Pedro, João, Daniel, Tiago, Gonçalo (espero não me estar a esquecer de ninguém) e finalmente mas não menos importante aos meus Pais, Avós e Irmão. A todos vocês um grande OBRIGADO, espero conseguir retribuir a vossa amizade, amor e carinho e também que possa sempre contar com ela.

Um brinde

A vós, por tudo o que me proporcionaram!

Um desejo

Que a vossa presença me ilumine o caminho e me ajude a ser um Homem.

Um grande abraço deste vosso amigo, filho e irmão

outubro 19, 2005

München night Life

Para quando o regresso... :(

outubro 17, 2005

Chuva

Chuva,
ela aí está finalmente... ou pelo menos parece. Com ela veio tambem a confusão no trânsito e os atrasos.