março 15, 2006

Actualizei

 
Detesto a palavra "actualização" quase tanto como a palavra "gerenciador". A segunda porque é um nome manhoso, para o qual existe um bem melhor que não só soa melhor como é mais pequena. A primeira é porque é a tradução legítima do termo técnico îngles, que aprendi a detestar, "UPGRADE".

março 13, 2006

A morte saiu à rua

Uma das minha música favoritas. A excelente companhia da guitarra, sem qualquer tratamento, completa a letra linda.

A morte
Saiu à rua
Num dia assim
Naquele
Lugar sem nome
Pra qualquer fim
Uma
Gota rubra
sobre a calçada
Cai
E um rio
De sangue
Dum
Peito aberto
Sai
O vento
Que dá nas canas
Do canavial
E a foice
Duma ceifeira
De Portugal
E o som
Da bigorna
Como
Um clarim do céu
Vão dizendo
em toda a parte
O pintor morreu
Teu sangue,
Pintor, reclama
Outra morte
Igual
Só olho
Por olho e
Dente por dente
Vale
À lei assassina
À morte
Que te matou
Teu corpo
Pertence à terra
Que te abraçou
Aqui
Te afirmamos
Dente por dente
Assim
Que um dia
Rirá melhor
Quem rirá
Por fim
Na curva
Da estrada
Há covas
Feitas no chão
E em todas
Florirão rosas
Duma nação

Letra por José Afonso

março 08, 2006

Ying...

"Eu normalmente encontro o Ying mas o Yang é que é mais díficil mas tambem tenho as costas tortas o que pode explicar o problema!!!"

Mais alguem ficou confuso ou fui o único?

Bloc Party - So here we are

I caught a glimpse,

but its been forgotten
So here we are again
I made a vow,
to carry you home... home

I really tried to do what you wanted
It all went wrong again

I made a vow, to carry you home
If you fall sick, if you pass out

I figured it out, I can see again


março 07, 2006

Felicidade

Usei a última folha de papel na casa de banho do trabalho... deixou-me uma estranha sensação de felicidade!

março 05, 2006

Letras, Palavras e Músicas

Silêncio, que o poeta vai falar

Canção de Embalar

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

Letra de José Afonso

fevereiro 23, 2006

É oficial

Estou cansado.

fevereiro 22, 2006

Esta semana

novidades:

esta semana no leitor de MP3 do costume.

Ela aí está!


Eu pergunto-me o que nos apanhará primeiro. Os cartoons ou a gripe?

janeiro 29, 2006

Olha!!! Está a Nevar!!!

Se eu estivesse em Munique, Frankfurt, Berlim, Zurique, Andorra, Serra Nevada ou em Portugal, na Serra da Estrela ou mais lá para cima, em Bragança e ouvisse esta frase, não ficaria admirado mas em Lisboa?! Pois é! A última vez que tal aconteceu foi em 1954 (ainda eu não era nascido nem planeado... bem antes disso). Pelo que parece na altura foi com muito maior intensidade.
Il Ninõ, Aquecimento (arrefecimento global) ou um inverno mais rigoroso? Não sei, mas que faz frio faz!

janeiro 25, 2006

RE:

Dei por mim a pensar seriamente se alguma vez deveria ter filhos. Isto porque, quase de certeza, que quando, se, nascerem viram com auscultadores nos ouvidos e com sério problemas de saude devido às radiações do Laboratorio. Tenho que passar a andar de coquilha quando vier trabalhar. P.S.: Lembrar: Comprar coquilha de chumbo.

janeiro 03, 2006

Segundo extra

Esta passagem de ano foi a mais longa que já vivi até hoje. Este ano, ao contrário de todos os outros que já vivi até agora, a passagem teve a duração de um segundo. Um segundo completo.... e o que fiz com ele... nada!! Limitei-me a olhar o vazio e sentir esse precioso segundo extra passar. Para que queremos nós grandes ofertas se não sabemos aproveitar as pequenas.

dezembro 28, 2005

Início

A princípio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanço , por curto que seja
apagam-se duvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da braza
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

(letra e música de Sergio Godinho)

dezembro 05, 2005

O primeiro de muitos

Pois é! Lá vai o meu primeiro amigo dar um passo decisivo para vida adulta. Esta frase dava para uma grande reflexão mas deixo-a para quando tiver tempo, paciência, vontade e/ou todas as anteriores juntas.

O meu colega, amigo e companheiro de alguns momentos mais porreiros da minha vida, Ricardo, vai-se casar. Na próxima semana, mais precisamente no dia 9 o moço vai passar a ser oficialmente comprometido. Ele já o era mas não aos olhos da Lei (seja ela quem fôr - a Lei).

Parabêns Moço... Muitas Felicidades

dezembro 04, 2005

ColdPlay


Eu prometi a mim mesmo uma colagem sobre o concerto dos ColdPlay. Como fui ao concerto e gostei e guardei registos (sim, fui um daqueles tipos de braço esticado com o telemóvel na mão a filmar, fotografar e a gravar as músicas) acho que devo fazer a minha parte e contar um pouco como foi. Vai atrasada mas que se lixe... ninguém lê isto.

Podia fazer um grande filme sobre que músicas foram tocadas mas raramente me lembro do nome das músicas quando as estou a ouvir e nunca me lembro da sequências. Combinei com alguns amigos e alguns (outros ) amigos combinaram comigo encontrarmos-nos debaixo da criatura enferrujada em frente ao C.C.Vasco da Gama. Mas o que eu não sabia é que os meus amigos (os primeiros e os últimos) tinham também combinado encontrarem-se com outras pessoas noutros sítios e alguns deles se iam atrasar. Por isso a noite começou comigo a apanhar seca ao pé do Pavilhão Atlântico à espera. Passado algum tempo chegou o primeiro grupo (que curiosamente, ou não, não tinha combinado nada com ninguém) e comecei a tentar falar com quem faltava (...-forma evasiva de não escrever mais sobre este assunto que já me está a cansar...)

Quando finalmente entramos e começamos e furar para chegarmos mais próximo do palco apercebi-me que o interior do Pav. Atlântico estava cheio de miúdos. Não é de estranhar visto que são quem tem tempo para ficar à espera que as portas abram durante um dia de semana. Só mesmo quem não trabalha.


O concerto começou logo da melhor forma com uma óptima actuação dos Goldfrapp (grupo que não conhecia, a não ser de nome - Nota mental: Averiguar melhor o grupo). As músicas tinham ritmo e conseguiram agarrar o público (Não que seja difícil ficarmos agarrados num concerto (nós, portugueses). Resumindo, gostei do concerto de abertura o que só ajudou a melhorar a imagem fantástica com que fiquei do concerto.

Ao grupo de abertura seguiu-se o grupo mais esperado e principal "Coldplay" (ou "Toca-Frio" numa tradução crua e literal). O som este de excepção para o pavilhão que, não raras vezes, já deixou alguns grupos mal vistos neste aspecto. Os efeitos visuais utilizados foram discretos mas muito bons, um ecrã gigante transmitia em tempo-real (??) imagens do próprio concerto/ montagens de imagens ou símbolos e muita luz para preencher (isto sem recorrer aos lazer's a percorrer o publico como visto na última tornée). O alinhamento de músicas cobriu os três álbuns com tempo ainda (com a ajuda dos dois encores) para algumas "covers". O tempo de concerto não foi muito longo mas foi muito bom.

Como recordação, não comprei as t-shirts da praxe (o preço das oficiais era proibitivo. Pagar mais por uma t-shirt do que paguei pelo bilhete?!) mas em contrapartida tirei fotos, fiz uns videos e gravei uns sons. Talvez se consiga aproveitar alguma coisa.... dificilmente!

À propósito o tipo da foto lá de cima, que mal se percebe, é o Chris Martin (Máquinas fotografias nos telemóveis, talvez um dia me torne fã, hoje só mesmo para o desenrasca. :p) quando atravessou o pavilhão e veio à cabine de som, não me perguntem como mas ele, ou um duplo, foi.


Fiquem bem,

novembro 30, 2005

O ínicio revisitado? revisto? Não! O Inicio

Comecemos por onde acabamos da última vez... Melhor, voltemos onde tudo começou.

O trabalho acabou mais cedo, vi-me, assim, de repente com duas horas sem nada para fazer. Lembrei-me da inspecção militar obrigatória, e como até ficava a caminho passei por lá. Quando sai dei-me conta do que acabara de fazer: O caminho mais rápido obrigava-me a percorrer um trajecto que não percorria há muito tempo, desde o cinema de despedida. Um triste episódio, que mais valia ter sido evitado.

O mal estava feito, e os fantasmas tem de ser enfrentados, senão viram assombrações feias, medonhas, perseguidoras e intimidantes. Pôs-me a caminho... a cada passo que dava, a chuva aumentava (que ambiente condizente), o meu coração batia mais rápido. Comecei a transpirar (como desejei estar doente e ser essa a causa, mas não!). Era ansiedade, esperança, uma esperança mórbida, e ao mesmo tempo um medo, um terror, de que de repente ao virar a esquina a visse e nos tivéssemos de cruzar... mas não, não tive essa sorte (?).

O caminho continuou até às escadas, escadas tantas vezes subidas e descidas por nós evitando os olhares indiscretos dos estranhos, conhecidos e vizinhos. O primeiro degrau, um arrepio frio, Oh febre onde estás tu? As memórias voltavam a cada passo, a cada esquina. A porta de casa dela aproxima-se, as minhas pulsações disparam, pareço um míudo pequeno à espera das prendas, prestes a ser desiludido.

Passou... fica a memória dos seus cabelos presos nos meus dedos, do acordar e sentir o braço dela abraçando-me, do seu olhar enquanto trabalhava, do seu sorriso ao fazer-me rir. Recordações das conversas enquanto esperávamos que o cansaço vencesse, do seu beijo ao acordar, do seu corpo junto ao meu, de a ouvir dizer o meu nome num suspiro de loucura. Saudades dela, de nós. Até de ver o nome dela no meu telemóvel! Ridiculo? Talvez, mas as boas recordações não ocupam espaço.

O passeio continua e passa junto à porta de casa, sou tomado por um impulso. Tocar à campainha, e saber dela, do que tem feito. Onde está? Como está? E também aquela pergunta aterradora. Resisto. O que lá foi, lá foi. Afasto-me a cada passo e espero que a ansiedade me deixe, mas ao chegar à esquina já cabeça está a lembrar-se do primeiro olhar trocado, do primeiro toque casual, do arrepio que provocou, do primeiro dar de mãos, do primeiro beijo.

A chuva miudinha, a humidade faz-me sentir quente, desconfortável. Olho para trás, para a rua dela que não é, a esta distância, mais do que um cruzamento e sinto o coração a acalmar e vejo o final de tudo. Percebo porque não funcionou e não funcionaria. Só me resta esperar, se adiantar, que a paixão desvaneça como dantes.

"Ninguém disse que era fácil, mas ninguém alguma vez afirmou que era assim tão difícil" (Tradução livre do refrão de "The Scientist" dos ColdPlay). É o que me está constantemente na cabeça.

novembro 11, 2005

Direcção: sinónimo de ...

Concordo plenamente como o Dilbert. Um Engenheiro que postulou um principio que se aplica na perfeição à situação que estou a viver no momento.

Cada dia que passa nesta minha, cada vez mais, querida e estimada empresa fico convencido que a Direcção das (a minha em particular) empresas tem um e só um objectivo: Peturbar a vida pessoal dos funcionários o mais possível.

Só assim se explica que todas as actividades de logística inerentes à própria empresa tenham de ser feitas pelos funcionários fora do seu horário de trabalho. Como se isso não bastasse marcam estas actividades para os dias que menos jeito dá aos funcionários, isto é, às sextas-feiras. As sextas-feiras são aqueles dias que para os funcionários, em especial para os que não são de Lisboa (no meu caso, porque no caso da dita empresa ser noutra cidade...), mais jeito dava sair um pouco mais cedo para viajar, de regresso a casa se for o caso, mas :"Azar! Os funcionário não têm direito a vida pessoal nem a vida famíliar).

Sinto a minha alegria no trabalho e o gosto pela minha entidade patronal a subir a olhos vistos, cada segundo que passa........ohh para ela a subir.....

novembro 04, 2005

Farrusca



adopt your own virtual pet!



Eis a minha tigresa de estimação. Chama-se Farrusca.

outubro 28, 2005

Confusões...

Hoje fui confundido com um tipo que aparentemente devia dinheiro a outro. Possivelmente a conversa era treta e aquilo foi uma desculpa para outra coisa qualquer (não consegui perceber bem o quê).

Porque é que nunca me confundiram com alguêm a quem devem dinheiro. Era mais simpático da parte dele!

outubro 27, 2005

ERA UMA VEZ...


Quatro funcionários de uma qualquer empresa, chamados Toda-a-Gente, Alguém ,Qualquer-Um e Ninguém.
Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.
Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário, que passou a evitar que todos estes problemas acontecam...